sábado, 25 de fevereiro de 2012

As moscas

As moscas voam ao redor da lixeira. Eu volto ao passado.
Peguei o ônibus, para lá voltei.
Mentes vivas esperam, roupas se molham, minha vida se encaixa.
O coração finalmente se acalma.
As moscas morrem logo.
O lixo logo será recolhido, e o passado será visitado como se nunca tivesse sido.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Erros II

Às vezes erramos, deturpamos as coisas, ou as transformamos em nossas mentes para que se tornem mais confortáveis para nós. E o que fazer quando isso se torna repetitivo... e contraditório, e quando ao mesmo tempo que as coisas se distorcem elas se estabilizam e você às enxerga com toda a clareza?
E aí?
O que fazer?
E quando você tenta com todas as suas forças ser feliz dentro de você, quando você busca a paz no seu espírito, aliás..e quando você simplesmente não busca nada, deixa as coisas fluirem e tudo o que você consegue é desespero?
E quando você tem um minutinho de paz, respira fundo, sente seu corpo alinhar-se, mas logo percebe que aquilo durou apenas míseros segundos?
E quando você tem a sensação que todo o esforço que você fez não valeu de nada... mas aí olha para trás e o que consegue ver é você mesmo a procura de ser alguém melhor, aí você sente orgulho de si ... mas logo em seguida você olha onde chegou, e vê que está no mesmo lugar, debaixo da mesma árvore.
São erros, muitos erros... estou aqui para errar? sim porque cometo muitos... e o pior é que muitos deles só eu sei que os estou cometendo.
Erros, será que estou certa em saber que estou errada?
Estou perdida em mim.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Observações

Nos meus pés doloridos eu trago os fluidos do passado.
eles me seguiram e agora tornam-me turva.
Olhos pequenos, mente aberta, coração apertado.
Já não me machucam os sapatos apertados.
Não quero ouvir motivos ou respostas.
Preciso aprender a ler o silêncio.
Não tenho mais dúvidas.
Sentimentos aleatórios, dores constantes,
Vontades me cercam, minhas mãos tremem.
Olhos pequenos, mente aberta, coração queimando.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Hoje

Hoje as árvores se pintaram de um verde escuro sombrio,
Elas me enganaram, hora elas eram verdes, hora elas eram cinzas.
A noite tinha um céu hora nublado e logo depois aberto com a lua brilhando.
Ela me enganou.
A chuva que caía intermitentemente também me enganou, elas caíram em mim, hora quentes, hora frias.
As pessoas caminhavam nas ruas, hora apressadas, hora lentas.
Hoje, eu olhei a minha volta e tentei gravar tudo que via.
As luzes, os sons, as cores que as luzes fabricavam.
Hoje eu me encontrava na rua, e era confortável!
Hoje tentei não ter ninguém, hoje tentei não ter você.
hora convicta hora em dúvida... mas sem você!

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