segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tentativas

A Ave.
Ela levanta a cabeça, olha para o céu, abre as asas suavemente, mostrando um leque de penas brancas. Uma delas se solta e voa pelo ar, enquanto ela, magnificamente dá alguns passos anda até a beira do rio.
Ela caminha, seu pescoço é longo, delgado e tênue e faz um movimento quase hipnótico junto com seu passos.
Ela leva seu bico até a água e num movimento rápido e brusco pega um peixe que estava preso à margem.
Levanta novamente a cabeça, e abre o bico o máximo que pode para engolir a caça, com dois ou três fortes espasmos ela o engole. Ela dobra os joelhos, continua com a cabeça erguida mas agora há uma curva sinuosa no pescoço. depois de umas 3 horas ela se levanta, anda mais um pouco e inclina a cabeça, seus músculos ficam tensos e suas pernas dobram. Suas asas se abrem como uma explosão e formam um ruido assustador, mas ela já o conhece e não se assusta. Seus olhos mudam de cor e assim ela se prepara para o voo.As asas elas fazem um movimento lento e ritmado, e ela desliza sob as nuvens, e some no horizonte.

O Felino

ela pisa nas folhas secas, a fêmea, seus passos são firmes e lentos. Ela olha fixamente para frente, como se nada pudesse roubar-lhe a atenção. Seu focinho está erguido, e seu rabo ereto. Ela olha para o lado lentamente e vê algum inseto grande por ali, ela corre um pouco e depois fica aos pulos, como se quisesse pegar o ar. Faz isso por alguns minutos, mas logo não interessa mais. Por trás das árvores ela avista um possível almoço. Ela espreita durante um tempo, mas não, não está a fim de correr para ela. Quem sabe mais tarde. Ela brinca com o sol. Anda até uma lareira e por fim, inicia seu mais belo movimento, como um ritual sagrado, o de sentar. E ela senta em uma belíssima posição, e ela sabe quanto bela ela é e seu peito fica à mostra e ela ainda observa ao seu redor com a mesma elegancia.