quinta-feira, 31 de maio de 2012

A árvore, o coração e o pássaro.



Eu sei qual é aquela árvore, aquela mesmo frondosa, bela.
Eu sei porque seu tronco tem possui aquela coloração diferenciada, eu a toquei.
Eu sei o formato de suas folhas, eu as vi, o vento falou comigo.
Eu sei todas as suas utilidades medicinais, e mesmo que naquele dia ela ainda não estivesse em flor,
Eu conheço o cheiro e a textura de suas flores.
Eu sei o nome dela, eu sei a sua altura e a quantidade de galhos.
Eu sei a idade dela, sei seus segredos, Ela falou comigo em um dia ensolarado, pois naquele dia a noite ela só nos observou, e talvez pela sua presença ela não disse nada. mas quando eu apareci lá sozinha, sem minhas máscaras, com o coração exposto, fora do peito, sangrando, ela falou comigo.
Mas eu não te contarei nada sobre ela, ó Pássaro negro!
Ficarei em silêncio, guardarei segredo, e mais uma vez eu tentei, mas não deu certo de novo. Então, fico com a árvore, e você não fica com meu coração... assim como ninguém nunca ficou.